Gestão de Efluentes Líquidos

É cada vez mais comum, infelizmente, ler notícias ou presenciar em determinados locais a poluição que o homem causa na natureza. Uma das mais impactantes é ver o despejo de efluentes líquidos nos rios que cortam as cidades. Diante disto, é necessário que o poder público tome medidas para regular e fiscalizar a gestão de efluentes líquidos, evitando que impactos ambientais sejam causados.

O mundo passou nos últimos 3 séculos por uma grande fase de industrialização e modernização dos processos produtivos e por consequência, elevando a geração de resíduos e efluentes. Além disso, o crescimento populacional e dos grandes centros urbanos também contribuem para a geração de mais e mais efluentes de origem doméstica.
Mas afinal de contas, o que são, quais os seus tipos, e o que deve ser feito para que se tenha uma adequada gestão de efluentes líquidos?

O que são efluentes?

De acordo com o dicionário o significado de efluente é “que eflui”, ou seja, efluente é tudo aquilo que passa de um ponto a outro. Efluentes podem ser gasosos ou líquidos. Cada um deve ter a correta gestão cara que não ocorra a poluição das águas, solo e ar.

Aqui devemos ter em mente que esses efluentes são resíduos provenientes de indústrias e das residências que são despejados na natureza. A partir daqui temos a diferenciação de efluentes industriais e domésticos.
Os efluentes domésticos são gerados em atividades rotineiras de nossas vidas, como tomar banho, lavar louça ou escovar os dentes. Além disso, o efluente doméstico possui características bastante padronizadas, sendo elas principalmente a riqueza em matéria orgânica e nutrientes como o nitrogênio e o fósforo.
Já os efluentes industriais têm sua origem bastante variável: são gerados conforme o processo produtivo ao qual está vinculado, como a produção de alimentos, veículos ou de eletrodomésticos. Desta forma as características dos efluentes, sejam elas físicas, químicas ou biológicas, são ditadas pela sua origem. Além disso, possui características bastante oscilantes, variando com a tipologia do processo produtivo, de indústria para indústria e até mesmo ao longo de um dia de jornada produtiva, sendo este o principal desafio vinculado ao seu tratamento.
A partir desde ponto iremos abordar mais especificamente a gestão de efluentes líquidos. Em outra postagem iremos tratar de efluentes gasosos e suas formas de tratamento.

Como realizar a Gestão de Efluentes Líquidos

Quatro passos são primordiais para entender a fundo o efluente gerado tanto na quantidade quanto na qualidade:

Investigação do processo produtivo:

Nesta etapa busca-se entender como e onde são gerados os efluentes para os quais se proporá a rota de tratamento. Uma boa investigação dá insumos para otimização do processo produtivo, podendo reduzir a geração de efluente ou os poluentes presentes atenuando a complexidade do tratamento necessário. Outra informação bastante relevante que se pode ter a partir desta fase é a descoberta de etapas do processo passíveis à reutilização da água pós-tratada.

Definição da vazão a ser tratada:

Aqui define-se uma das premissas mais importantes para o projeto da Estação de Tratamento de Efluente, uma vez que a partir da vazão é que se dimensionará os equipamentos necessários. Uma das técnicas muito utilizadas nesta etapa é o ensaio de vazão, que consiste na medição de tempos em tempos, utilizando frascarias de volumes conhecidos, do volume de efluente que está sendo gerado.

Definição qualitativa do efluente a ser tratado:

Neste ponto, utilizando análise laboratoriais, define-se os parâmetros que estão em desconformidade com a qualidade necessária, seja para o lançamento na rede pública ou direto no corpo d’água, seja para o reuso em algum processo dentro da própria indústria, reduzindo o custo com a reinserção de água no processo.

Teste de Tratabilidade:

O teste de tratabilidade consiste em avaliar em laboratório como o efluente reagirá com inúmeros processos químicos, como por exemplo processo oxidativos, de coagulação e adsorção, ou biológicos. Esta última etapa no levantamento das informações necessária para o projeto da rota de tratamento é o mais comumente negligenciado. Muitas vezes elabora-se o projeto apenas com as informações dos resultados da análise laboratorial ou com o simples diagnóstico do processo produtivo, partindo da experiência da carreira do projetista. O grande problema nisso é esquecer que cada efluente é único e que assim pode reagir de diferentes formas com um mesmo processo químico.

Como a Projeta Sustentável pode te ajudar?

Sabendo de todos os problemas que estão vinculados a incorreta disposição dos efluente e considerando também a complexidade de geri-los, torna-se cada vez mais importante que esses processos sejam controlados por técnicas adequadas e profissionais capacitados. Dessa forma, evita-se dores de cabeça, complicações e gastos desnecessários.

A Projeta SUSTENTÁVEL já atua na Gestão de Efluentes Líquidos e pode te ajudar a projetar e implantar Estações de Tratamento de Efluentes (ETE’s). Além disso, possuímos uma equipe multidisciplinar, qualificada e apta a atender da melhor maneira possível as necessidades dos nossos clientes.
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